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sábado, 20 de maio de 2017

TWIN PEAKS


 Prestes a estrear nessa terça pela Netflix  a terceira temporada de Twin Peaks, 25 anos depois do cancelamento da seríe, resolvi dar uma olhada nas minhas anotações sobre a série e reassistir ao último episódio. Costumo anotar num bloco de notas uma sinopse detalhada do episódio para me lembrar quando for assistir outro episódio, ou mesmo novas temporadas da série depois de algum tempo.

Não fiz nenhuma correção no texto, portanto pode aparece erros, tantos gramaticais quanto a algum nome de personagem. São apenas notas, que copiei e colei.

Não é necessário dizer que o seguinte resumo apresenta revelações detalhadas sobre a série, portanto quem não a assistiu...


PILOTO



O Corpo da Jovem Laura Palmer é encontrado à beira do Rio. O Agente Dale Cooper do FBI chega a cidade para investigar o caso.

Somos apresentados a todos os personagens principais da série.


EPISÓDIO 1


Audrey conversa com Dale Cooper no Cafe da Manhã

Descobrimos que Benjamin Horne (pai de Audrey) tem um caso com Catherine e que planejam acabar com a Madereira de Jocelyn/Josie

Dale, em conversa com Jocelyn/Josie (japonesa) descobre que ela e o Xerife Harry tem um caso faz 6 semanas. Jocelyn disse que Laura dava aulas de inglês para ela e que a ultima foi as 17 hrs do dia anterior a ser encontrada morta. Laura disse a Jocelyn  que "agora ela sabia como se sentia com a morte de seu marido"

Donna conta a māe que James estava saindo com Laura e que agora ambos estāo apaixonados. 
A māe e o pai dela o recevem para jantar.
O Delegado Tommy Hawk esta no hospital falando com os pais de Ronette quando vê o Homem de um braço só entrar e ir em direçāo ao necroterio. Fica desconfiado que ele esteja rondando a UTI.

Shelley acha uma roupa de Leo toda ensanguentada e a esconde. Leo descobre e a espanca.

No fim do episodio descobrimos que quem desenterrou o colar de Laura no episodio piloto foi o Dr. Jacob, o psiquiatra de Laura.

EPISODIO 2

Conhecemos o Cassino / prostibulo Jack Caolho e sua proprietaria Blackie através de Benjamin Horne e seu irmão Jerry

Posteriormente Dale Cooper recebe um bilhete anônimo escrito Jack Caolho.

Bobby e Mike vão na floresta pegar a Cocaina escondida mas encontra só um pouco. É surpreendido por Leo que os ameaça caso nào a paguem.

No outro dia Bobby vai até a casa de Shelley e a encontra com marcas da surra de Leo.

Dale reune os 3 policiais e Lucy e atraves de seus metodos ortodoxos começa a suspeitar de Leo Johnson, cuja ligação com Laura é desconhecida.

Audrey encontra Donna na lanchonete e levanta suspeitas que Laura e seu pai (Ben Horne) poderiam ter um caso.

A equipe de legistas de Albert do FBI chegam a cidade. Eles são levados ao Necroterio para analisar Laura.

Peter entrega a Josie a chave do cofre onde estão os livros de contabilidade da madereira.

Leland Palmer chega em casa, coloca uma musica e começa a dançar com o retrato de Laura. Sua esposa o encontra e tem um ataque histérico.

Dale vai dormir e sonha com o Anão na sala vermelha, o Homem de um braço só ("fogo anda comigo") e com o Bob (que diz que vai matar novamente)

Por fim ele encontra com laura no quarto vermelho. O sonho ocorre 25 anos depois, com Dale já velho. O anão começa a dançat, Laura beija Dale e cochicha em seu ouvido.

Essa cena anterior do sonho foi inclusa na versão internacional do Piloto.

Dale telefona para o Xerife e diz que sabe quem matou Laura.

EPISÓDIO 3

Enterro da Laura Palmer.

Dale conta a Harry e Luci que os sonhos dele são um código tentando ser decifrado. Ele diz que Sarah Palmer teve uma visão do assassino da filha. Ele se chama Bob. Mike tinha uma tatuagem "fogo caminha comigo" e arrancou o braço. Depois atirou em Bob que iria matar novamente.

Madeleine, a prima de Laura chega à cidade. Ela é interpretada pela mesma atriz de Laura, mas com cabelo preto e encaracolado.

O Legista Albert confirma que Laura era viciada em cocaina e que foi amarrada 2 vezes em locais diferentes naquela noite. E a corda que foi amarrada na segunda vez é similar a que a Ronette também foi.

Bobby dá um escândalo no enterro e acusa todos saberem que Laura precisava de ajuda e ninguém fez nada. Começa a brigar com James. Leland pula sobre o caixão e começa a chorar.

Harry, Big Ed e Hawk contam a Dale que alguém tras drogas à twin peaks através da fronteira a algum tempo e que o alvo principal é Jacques Renault, barman da Casa da Estrada.

Os 3 contam a Dale sobre a sociedade "Os garotos da Bookhouse" que há anos dedixam-se a defender Twin Peaks do mal oculto na floresta. James faz parte do grupo e eles amordaçaram Bernard Renault, irmão de Jacques, que foi pego com 30 kilos de cocaina.

Jacques percebe a luz acessa do bar, que é um codigo e save que Bernard está em apuros. Liga para Leo e pede para ele ajuda-lo a fugir.

Shelley esconde uma arma em sua casa.

Josie conta a Harry que Catherine mantem 2 luvros de contabilidade, mas ela ja escondeu o outro e tem uma escuta no escritório de Josie, portanto ouve toda a conversa e sabe que Peter a ajudou com a chave.

Josie suspeita que Catherine e Ben Horne mataram seu marido Andrew.

Leland da vexame no bar chorando e pedindo para as mulheres presentes dançarem com ele. Dale e Hawk o levam pra casa.

EPISÓDIO 4

Sarah Palmer faz o retrato falado de Bob.

Dr Kacobs da dicas para Dale e eles chegam até o Homem de um braço só, que é vendedor de sapatos e se chama Gerald. Nào conseguem mais nada a não ser que o unico Bob que ele conhece é um veterinario que esta na UTI

Atraves dos arquivos do veterinario eles associam um passaro preto com Jacques Renaud. Laura foi picada por um passaro.

Shelley entrega para Bobby a roupa ensanguentada de Leo

James conhece Madeleine e fica impressionado com a semelhança com Laura. Mais tarde ele e Donna descobrem que o colar que enterraram no Piloto desapareceu.

Leo mata Bernard e Ben o contrata para botar fogo na Serralheria.

Norma vai na audiencia de seu marido Hank que esta preso e pode ser solto. No fim do episodio Hank liga para Josie, e descobrimos que eles tem uma relação 

EPISÓDIO 5

Hank dai da prisão e escuta James, Donna e Madeleine (Maddy) planejarem descobrir o que houve com Laura.

A senhora do Tronco conta que havia 2 mulheres (laura e ronette) e 3 homens naquela noite.

Dale e a policia encontram a cabana de Jacques. La dentro o passaro Waldo, uma corda, manchas de sangue, uma camera no tripé com filme e uma ficha do jack caolho faltando um pedaço que parece ser a bicada de passaro.

Audrey ameaça o Emory Battis, gerente da loja de seu pai para que ele a coloque para trabalhar na sessão de perfumes da Loja.

Leland novamente da escandalo. Desta cez durante a festa com os noruegueses quando começa a tocar a musica de Big Band dos anos 50.

Leo leva uma surra de Hank enquanto pegava uns galões de gasolina. Em casa desconta em Shelley que lhe dá um tiro, que ela erra e ele foge.

Dale encontra Audrey nua em sua cama.

EPISÓDIO 6

Audrey se esconde no armario da sala de Emory, gerente da loja de seu pai e vê ele entregando uma joia em forma de unicórnio para Jenny, que trabalha com ela e aliciando ela para um serviço de acompanhante. Depois Audrey encontra o nome de Ronette na agenda de Emory.

Catherine descobre que tem um seguro em andamento em seu nome com Josie como beneficiária. Descobre também que o segundo livro caixa sumiu.

Leo com um rifle acerta o passaro Waldo na delegacia. Dale tinha deixado o gravafor dele ligado e gravou o passaro dizendo o nome de Laura, seguido de "leo, não !"

Maddy coloca uma peruca loira para ficar parecida com Laura e encontra se com Dr Howard

Dale, Big Ed vão disfarçados jogar no Cassino Jack Caolho e econtram Jacques.

Ben telefona para Josie, que esta com Hank, e sabemos que eles estão armando algo cintra Catherine.

Audrey aparece no Jack Caolho com o nome falso Hester Prynne e com um curriculo de varios lugares onde "trabalhou". É desmascarada mas um truque que faz com uma cereja na língua a garante o emprego.

Bobby esconde um saco de cocaina na moto de James.

Dr Howard observa Maddy (com peruca) no Coreto da praça.

EPiSODIO 7

James e Donna investigam o consultório do Dr Howard e encontram o colar de laura junto com uma fita K7

Dr Howard é espancado enquanto observa Laura. Ele ainda vê James e Donna chegarem para sair com ela.

Dale entrega para Jacques a ficha quebrada que encontrou em sua cabana e diz que é amigo de Leo. Este desconversa e pergunta "quem é Leo ?" mas logo entra na conversa de Dale que diz ser o financiador de Leo e que tem um serviço na fronteira para Jacques, sem intermédio de Leone lhe entrega 10 mil.

Jacques acaba contando a história de Laura amarrada e como foi bicada por Waldo e como Leo fez ela morder a ficha do Cassino.

A policia prende Jacques na ponte da fronteira sobre acusação de matar Laura e espancar Ronette.

Leo prende Shelley e a deixa amarrada com a bomba.

Lucy conta pra Andy que está gravida.

Bobby liga pra delegacia e diz para investigarem James, que é preso quando encontram a droga em sua moto.

Jacques conta o que sabe e que ficou na Cabana e Leo depois saiu com as duas.

Catherine procura desesperadamente pelo Livro de contabilidade junto com Pete. Ela recebe uma ligação de Hank, que está com o livro e manda ela ir até a serralheria o de encontra Shelley amarrada e a bomba coloca fogo em tudo.

Leo tenta matar Bobby com um machado mas é morto com um tiro de Hank.

Leland Palmer mata Jacques sufocado por um travesseiro no Hospital.

Pete invade a Serralheria em chamas para salvar sua esposa Catherine.

Leland esta prestes a se encontrar com sua filha Audrey no prostibulo sem saber.

Dale leva um tiro ao chegar em seu quarto no Hotel.

EPISÓDIO 8

Enquanto Dale esta caido baleado no chào ele vê dr materializando na sua frente um cara bem grande que lhe diz: "ha um homem em um saco sorrindo", "as corujas não são o que parecem" e "sem as substâncias químicas, ele aponta". 

O Homem pega seu anel e lhe diz que devolverá quando ele entender o que essas coisas são de verdade.

Ele diz ainda que Leo esta predo dentro de Hungry Horse. E que há uma pista na casa de Leo. O Homem desaparece como um fantasma. De qualquer forma seu anel também.

Audrey se esconde atrás de uma mascara para seu pai não a reconhece-la. Antes que ele consiga agarra-la é interrompido por seu irmão que o chama para ir embora.

O deposito de madeira da serralheria packard está destruoda pelo incêndio. Catherine não foi encontrada. Shelley está salva no hospital. E Ronette começa a despertar do Coma.

Leland aparece com os cabelos totalmente brancos. Maddie tem estranhas visões no tapete.

Andy sem querer descobre o deposito de Cocaina na cada de Leo.

Não é só Leland que aparece diferente. Donna vai visitar James na cadeia vestida e agindo como uma femme fatale.

Audrey fica presa no Jack Caolho.

O Gigante reaparece e diz para Dale não procurar todas as respostas de uma só vez e que uma pessoa viu o Terceiro homem da floresta. Três o viram, mas não o seu corpo.

Ao final do episódio Ronette tem flashs de Bob matando Laura e acorda definitivamente do Coma.

EPISODIO 9

Dale é observado no Hotel por um sujeito com aparência de havaiano.

Donna substitui Laura n serviço comunitário e conhece uma velha senhora e seu estranho neto magico (ao estilo David Lynch mirim). Ela lhe conta que o vizinho Sr Smith era amigo de Laura, mas ele não a atende.

Dale e Harry vão ao Hospital interrogar  Ronette. Eles mostram o retrato falado que Sarah Palmer fez de Bob e ela tem um ataque.

Os irmãos  Horne estão com os livros contabeis da Serralheria e não sabem qual devem queimar, o verdadeiro ou ou falso.

Descobrimos que Leo esta em estado vegetativo na UTI

Ben Horne telefona pra policia e conta que Audtry desapareceu faz 3 dias.

Leland reconhece Bob na foto e diz que ele era vizinho da casa de verão de seu avô na infância 

Andy diz a Lucy que é esteril e que o filho dela não pode ser dele.

Audrey descobre através de Emory Battis, gerente da loja de departamentos, que seu pai é dono do Jack Caolho e que ele contratou Laura pra o serviço de prostituição.

O Pai de Bobby procura Dale e diz que seu serviço é secreto e apenas revela que em moniterações de sinais espaciais receu a mensagem "as corujas não são o que parece" alem do nome "Cooper"

Maddie vê Bob se aproximando dela na casa de James mas desaparece do nada.

Em um sonho Dale vê o rosto de Bob fundir-se com uma Coruja. Ele acarda com Audrey telefonando mas Blakie e Emory interrompem a ligação.

EPISÓDIO 10

É encontrado nas unhas de Ronette um papel com a letra B. Ele foi colocado recentemente e como ninguém sabe disso publicamente, Dale suspeita ser o assassino.

Dale conta a Albert e Harry que foi "visitado" por um Gigante.

Donna vai visitar Harold Smith, que desta vez a atende (ele telefonou no final do episódio anterior). Ele conta que tem um problema que não o deixa sair de casa. Ele cultiva orquídeas e entrega uma para ela levar para Laura.

Aparece na delegacia Richard Tremaide (Dick) que trabalha na loja do Horne e que veio busca-la para o Almoço. Ela está chateada wue ele não ligou mais pra ela e conta que está gravida.

Leland conta a Dale, Harry e Hawk que conhece o Bob de quando era pequeno e que o nome era Robertson. Dale deduz que as letras R T B estão soletrando Robert.

Leland ainda conta que ele jogava palitos de fosforo nele e perguntava "quer brincar com fogo, garotinho ?". Dale tem certeza que é o Homem que procuram.

Donna encontra James de mãos dadas com Maddie, tem im ataque de Ciúmes e vai embora.

Blakie e e Emory gravam um video de Audrey para pedirem resgate a Ben Horne.

Gerald, o Homem de um braço
Só passa mal ao ver o retrato falado de Bob.

Aparece no Jack Caolho, Jean Renault, irmão de Jacques. Ele, juntamente com Emory e Bkackie descobrem que Dale que estava disfarçado na noite em que Jacques foi preso é um agente do FBI

Nadine acorda no hospital e pensa que tem 18 anos. Ela também adquiriu super força.

Dr Howard, atraves de hipnose reconhece Leland como assassino de Jacques no hospital e este é preso.

Donna vê Maddie beijando James e foge para a casa de Harold Smith (o recluso) onde ela encontra o Diario de Laura Palmer.

EPISODIO 11

Leland confessa ter matado Jacques Renault.

Andy pede para o pai de Donna fazer um novo espermograma.

Jean Renaut chantageia Ven Horne a vida de sua filha em troca de uma sociedade no Jack Caolho. Também pede que seja Dale a entregar o resgate.

Jean Renaul mata Emory com um tiro na frente da Audrey.

Donna conta a Maddy sobre o Diario secreto de Laura que está com Harold.

Aparece no Hotel um misterioso japones chamado Sr Tojuamura

Hawk é atacado no Restaurante pelo por outro japonês, aqui apresentado como Jonathan, primo  de Josie, que juntos tem planos de vender a Serralheria e fazer Pete assinar o contrato.

EPISÓDIO 12

Dale sabe onde Audrey está e planeja com Harry um plano de resgate.

Dia do julgamento de Leland Palmer, que a defesa alega insanidade temporaria

Dale diz ao juiz que está na cidade faz 12 dias, portanto um dia por episódio.

O Sr Tojamura diz que representa um banco de investimento asiático e oferece a Bem Horne 5 milhões pelo projeto Ghostwood.

Harry e Dale vão resgatar Audrey. Harry vê Jean Renaut matar Blackie.

Audrey distrai Harold enquanto Maddie tenta roubar o Diario. Porem ele percebe e sentindonse traido começa a multilar o rosto.

EPISÓDIO 13

Harold está prestes a atacar Donna e Maddie quando James aparece e as salva.

Leo, em estado vegetativo é levado para Casa. Shelley e Bobby pensavam receber 5 mil por mês fo seguro para cuidar dele mas descontado tudo sobra apenas 700 dolares.

Gordon Cole, chefe de Dale chega a cidade.

O Homem de um braço só, Gerald é encontrado e levado à delegacia. Ele esta muito perturbado.

Jonathan (o japones) ameaça Josie para ir embora para Hong King e que o Sr Eckhardt a recompensará pelos 5 anos wue ela dedicou ao negocio. Depois ela consegye de Ben Horne pelo contrato assinado um cheque de 5 milhões.

Harry não consegue convencer Josie a ir embora e ela sai com Jonathan, que desta vez o apresenta como Lee, seu assistente.

Durante o interrogatorio, Gerald, o homem de um braço só receve o espirito de Mike. Ele diz que Bob só quer diversao e que é um parasita, que precisa de um hospedeiro humano. Ele diz que Bob está numa casa grande de madeira rodeada de arvores, cheia de comodos iguais mas ocupadas por almas diferentes todaa as noites, que Cooper deduz, o Great Northerm Hotel.

EPISODIO 14

Gotdon Cole cai embora e Dale e os policiais vão com Gerald/Mike para o Hotel ver se ele reconhece Bob.

Hawk vai ate a casa de Harold Smith ver o Diario que Donna comentou mas encontra a casa destruida e ele enforcado. De qualquer forma eles encontram o Diário.

Maddie comunica que vai embora.

Ben confessa a Audrey que dormiu com Laura Palmer e que a amava mas não responde se a matou. Audrey depois conta tudo para Dale.

Dale e a policia vão ao Hotel prender Ben Horne como suspeito do assassinato de Laura.

O Sr Tojamura revela a Pete que na verdade é Catherine disfarçada. (Oh, ninguém sabia)

Dale tem outra visão do Gigante dizenfo "esta tudo acontecendo de novo". Corta para Leland olganso o espelgo e vendo Bob. Ele coloca uma luva e começa a espancar Maddie. As cenas vão se alternando com Bob no lugar de Leland. Por fim ele coloca com uma pinça a letra O sob as unhas dela.

Mistério resolvido

EPISÓDIO 15

Leland sai de casa com o corpo de Maddie numa bolsa de golf.

Vivian, a mãe de Norma aparece na cidade com seu novo marido, Ernie, que na verdade é  ex presidiario.

Pete mostra uma gravação de Catherine para Ben ma cadeia, dizenfo que esta viva e só dirá que estava com ele na noite do assassinato de Laira se ele devolver a Serralheria.

A policia encontra o corpo de Maddie enrolado no plastico como Laura.

EPISÓDIO 16

James entrega um anel de noivado para Donna. Ela depois descobre que a velha Sra Tremond que vivia ao lado de Harold Smith é uma outra mulher e que não tem nenhum neto (aquele que se cestia de terno como David Lynch e era magico)

Dale reune todos os suspeitos e o garçon do Hotel (o Gigante) devolve seu anel. Dale ja sabe de tudo e leva Ben de volta pra delegacia com Leland como seu advogado.

Na delegacia prendem Leland, Bob se manifesta e confessa tudo. Depois se mata, nào antes de explicar tudo e se arrepender por ter matado sua filha.

Mais tarde Dale, Harry e outros na Florestafilosofam sobre o sentido de tudo e o que fazer para mudar tudo.

Provavelmente o pior episodio da série.

EPISÓDIO 17

Passaram 3 dias. Enterro de Leland.

Dale que não tem mais o que fazer na cidade após o fim do caso inventa de tirar férias lá (para continuar na série)

Big Ed e Harold, o psiquiatra tentam inscrever Nadine no último ano do Colégio.

Dale conta a Audrey que nada acontecera com eles. Uma cez ele se envolveu com uma testemunha e isso causou sua morte e  seu parceiro Windom Earle ficou louco.

Catherine aparece para Harry após sua suposta morte no incendio e conta tudo o que aconteceu naquela noite.

Roger da Corregedoria do FBI aparece junto com um policial do Canadá e suspende Dale por ele ter invadido a fronteira  para salvar Audrey e o investiga pelas mortes.

Jean Renault é apresentado a Ernie por  Hank, para ser o cara que irá lavar o dinheiro das drogas.

Josie reaparece durante a noite toda suja e cansada no quarto de Harry.

Durante um acampamento com Major Briggs (pai de Bobby) este lhe diz "que existem forças poderosas do mal" e lge pergunta se ele conhece o "white lodge", o que ele nega saber.

Dale sai urinar, aparece uma Coruja, um clarão e o Major desaparece antes de dizer algo mais sobre o white lodge.

EPISÓDIO 18

Episódio que marca a estreia de David Duchovny na série como Dennis Brydon, o agente da Narcóticos  que irá investigar Dale no seu envolvimento com o tráfico.

A esposa do Major Briggs (mãe de Bobby) diz que ele já sumiu antes, sempre por causa da natureza secreta de seu trabalho.

Dick para impressionar Lucy pensa em adotar o pequeno Nick, que ele pegou no orfanato. Mas o menino é um pestinha.

James vai viajar de moto e encontra Evelyn, uma femme fatale que pede ajuda pois quebrou o Jaguar de seu marido.

O irmão do Prefeito Dwayne, que é um senhor bem idoso e dono do Jornal da região cssa

Josie conta a Harry e depois a Catherine sobre seu passado em Hong Kong, que se envolveu com o Sr Thomas Eclhardt, que é muito perigoso e que ela acha que foi ele que matou Andrew Packard, seu marido.

Catherine aceita Josie como empregada. No final aparece Andrew vivo (o que convenhamos é daquelas reviravoltas sem sentido)

EPISÓDIO 19

Bobby leva para Ben fotos de um encontro numa cabana de Jean Renault, Hank, Ernie Niles (o padrasto de Norma) e o chefe da polícia montada. Audrey rouba as fotos e leva para Dale, que por sua vez mostra a Denise.

James se envolve com a Evelyn . Ele descobre ateaves do irmão dela que Jeffrey, seu marido bate nela.

O irmão do Prefeito morre de ataque cardiaco durante a Lua de Mel. Encontrado livros como o Kama Sutra e romances eróticos.
O Prefeito acusa Lana de ser uma Bruxa que enfeitiçou seu irmão para ficar com seu dinheiro. E ao que parece ele está certo pois todos na delegacia parecem enfeitiçados por ela (que nem é tão bonita assim)

Dick esta trocando o pneu do carro quando o macaco cai. Fica implícito que o pequeno Nick tem algo a ver com isso.

Denise chega com a foto para Ernie e diz que aquela associação com Jean Renault podera coloca-lo de volta à prisão. Pressionado ele conta tudo pra Denise e Dale.

Janes escuta a noite Jeffrey batendo em Evelyn.

O Major reaparece em casa e pergunta a esposa e Bobby quanto tempo ficou desaparecido: 2 dias,

EPISÓDIO 20

Major Briggs não se lembra de nada, spenas de uma coruja gigante. Ele tem também a marca de 3 triângulos na nuca.

A policia coloca uma escuta em Ernie e Denise vai disfarçada como Dennis, um comprador da droga de Jean Renault.

 Dick esta comvencendo Andy que o pequeno Donnie é o próprio diabo e tentam descobrir como morreram seus Pais.

Hank começa a bater no Grande Ed porque ele tem um caso com Norma mas Nadine aparece e espanca Hank.

Carherine vai no escritório de Ben Horne, que está um tanto maluco e o seduz novamente.

Donna descobre com o grande Ed que James está pediu para Ed sacar todo o dinheiro de sua poupança e mandar entregar num bar perto da estrada e se oferece para levar.

Durante a transação Ernie começa a suar demais e queima a escuta. Jean Renault percebe a armação e pega Dennis como refem. Dale se oferece como troca.

Após  sair do quarto de James, Evelyn se encontra com seu "irmão" e eles se beijam.

Denise entra como garçonete para entrar na cabana e Dale pega uma arma escondida. Ele atira em Jean Renault e Denise rende o policial canadense que acusou Dale de ter estragado a operação deles.

Leo está de pé e Shelly grita quando o encontra.

Ao chegar na drlegacia Dale encontra um corpo amordaçado em frente a um tabuleiro de xadrez e deduz ter sido colocado la por Windom Earle, seu ex parceiro que ficou louco.

EPISÓDIO 21

Thomas Eckhardt e Windom Earl aparecem na série depois de serem apenas comentados.

Leo ataca Shelley com  machado. Bobby intervem e Shelley apunhala Bobby na perna com uma faca. Ele sai gritando pela floresta.

Dale conta a história de Windom para Harry, que deve tudo o que save do FBI a ele. Vemos Caroline, a amada de Dale nas lembranças dele. Ela foi assassinada e tinha marcas identicas ao corpo encontrado na delegacia. Ele acrescenta que Caroline eta esposa de Windom e que acredita que foi ele que a matou e fingiu insanidade (como se ser psicopata não fosse insano o suficiente)

Donna chega ao bat procurando James e é abordada por Evelyn que diz que ele trabalhou para ela recentemente mas foi embora com sua moto.

Na delegacia o prefeito  tenta matar Lana mas é colocado numa sala para conversar com ela. Quando todos entram eles estão se beijando.

Catherine mostra Andrew para Pete. Ele explica que ele e Thomas Eckhardt foram socios e ele tentou mata-lo e que Josie trabalha para ele.

Harry recebe um fax com a foto de Lee, o japones assassinado. Ele desconfia de Josie, que disse ter escapado dele.

James não gosta de ter um caso com uma mulher casada e está indo embora quando a policia chega a propriedade. Ela conta que Malcoln não é seu irmão e armou um acidente com Jeffrey tendo ele como acusado. Evelyn pede para que fuja. La fora ele encontra Donna.

Leo está vagando pela floresta. Ele vê uma coruja e uma tempestade se formando. Ele encontra uma cabana e Windom Earle dentro.

EPISODIO 22

Evelyn Marsh conta pra polícia sobre James Hurley e que ele mora em Twin Peaks sobre pressão de Malcolm.

Gordon Cole manda Albert para Twin Peaks com informações sobre Windon Earle.

Windom Earle descobre informações sobre Leo e o mantém como refem.

Thomas Eckhardt telefona para Josie mas é interrompido por Catherine pela extensão e ela o convida para jantar.

Evelyn dá um tiro e mata Malcolm

Windom Earl se disfarça, passa por Dale e vai encontrar-se com Audrey Horne. Dale encontra uma mascsra mortuaria e uma fita de Windom em sus cama dizendo "agora é sua vez de jogar"

EPISÓDIO 23

Entra para a série Billy Zane como 
John Wheeler, chamado à cidade por Ben Horne para ajuda-lo a conseguir a Serralheria.

Andrew revela para Ekhardt que está vivo. Logo depois Josie mata Ekhardt e cai morta, literalmente de medo. Nesse momento Bob aparece novamente para Dale e o espirito de Josie funde-se com a madeira do quarto.

É revelado que foi Josie que atirou em Dale no final da primeira temporada.

A serie desandou mesmo. Fazem o maior suspense dizendo que Ekhardt era o cara, introduzem ele na serie que mal aparece e leva um tiro de Josie . E ressuscitam o Andrew para o que exatamente?


EPISÓDIO 24

Estreia na serie de Heather Graham como Annie, irmã de Norma.

Windom aparece na casa de Donna fingindo ser Dr Craig um velho amigo de seu pai. Lhe entrega uma daixa de presente para seu pai e o telefone de onde supostamente está hospedado. O presente é uma peça de xadrez.

A Senhora do Tronco junta-de ao Major e relata a Dale uma experiência identica de quando tinha 7 anos com um clarão e uma Coruja, e uma marca de 2 triangulos que apareceu em sua perna.

Donna vê Ben Horne visitar sua mãe Eeilen.

Dale encanta-se com Annie, irman da Norma e nota que ela tem marcas no pulso.

Arrassado com a morte de Josie, Harry quebra varios moveis da Book House. Dale vai ajuda-lo.


EPISÓDIO 25

Gordon Vole chega a codadr com um relatorio sobre Windom Earle. Ele tomava haloperidol, a mesma droga que o homem de um braço só. Windom também colocou uma escuta na delegacia e ouve tudo que falam dele.

Dale é readmitido no FBI.

Donna segue sua mãe até o Hotel onde foi se encontrar com Ben. Ela e Audrey  espiam os dois. Eles tem um segredo.

Gordon Cole  se encanta com Shelley. Curiosamente ele entende o que ela fala sem usar o aparelho auditivo.

Ao ver os desenhos que Dale fazia da marca do Major Briggs Annie diz que se parece com as inscrições da Caverna da Coruja.

A policia e Dale vão até a Caverna e conseguem achar uma especie de chave escondida. Estranhamente vão embora para Windom Earle aparecer lá e girar a chave primeiro (serio ? Quem escreveu isso)

EPISÓDIO 26

Dale descobre que Shelley, Audrey e Donna receberam um poema que é uma cópia de um que ele um dia mandou para Caroline. Percebe também que a letra é de Leo.

Windom observa Dale passear com Annie no parque. Depois deixa um pacote gigante no coreto da cidade contendo um corpo de  motoqueiro encolto numa peça de xadrez gigante escrito "da proxima vez será alguém que você conhece"

EPISÓDIO 27

O Major Briggs acessa os arquivos do Projeto Azul da Aeronáutica e conta que Windom Earle já fez partir do Projeto mas ficou obscecado com a Hospedaria Negra (Black Lodge) quando trabalhou nas florestas de Twin Peaks e por causa disso foi retirado do Projeto.

Dale e a policia não desconfia que Windom esta ouvindo tudo pela escuta implantada na delegacia.

Windom Earle sequestra o Major Briggs e através de algumas revelações dele fonsegue desvendar o segredo da inscrição da caverna das Corujas e como encontrar a Hospedaria Negra 

Donna acha os papeis se seu nascimento e não consta o nome do Pau, que ela desconfua ser Ben Horne.

Durante um baile na cidade Dale cê novamente o Gigante. 
Ele vê na floresta o que parece ser o braço de Bob tentando sair e no local onde estava a fogueira do acampamento de Dale e do Major vemos as cortinas vermelhas.

EPISÓDIO 28

Dale conta a Harry que viu Bob tentando sair do que ele acredita ser Hospedaria Negra.

O Major Briggs consegue fugir. Windom deixa Leo preso numa armadilha com umas aranhas na ponta, onde ele não pode soltar.

Não recordo de te-lo visto antes mas Ted Raimi aparece na serie durante o ensaio para miss Twin Peaks carregando uma Rena e depois passando atrás do Prefeito e Dick.

De tenta conseguir com o Najor Briggs alguma informação sobre onde ficou preso com Windom Earle mas ele está em estado de choque.

O Major fica repetindo frases desconexas comi "medo e amor abrem as portas" e "salvem a rainha"

Dale consegue interpretar alguns sinais da caverna. De quebra, que a rainha é a miss Twin Peaks que está acontecendo no momento e que Windom tentará algo lá.

Andy quebra o Bonsai e eles encontram a escuta de Windom Earle. Andy tem algo importante a dizer mas ninguém o ouve.

Donna pergunta diretamente a Vem Horne o que acontece entre ele e sua mãe.

Annie ganha o concursi de miss Twin Peaks (obviamente, quem mais seria que Windom ira sequestrar)

As lixes se apagam, há muita confusão mas mesmo assim Windom consegue levar Annie.

Andy conta a Dale que as inscrições na verdade são um mapa.

EPISÓDIO 29

A senhora do tronco leva para Dale o óleo que o Marido trouxe antes de morrer e disse "Esse óleo é uma abertura para uma passagem". Eles trazem também Ronette que ao sentir o cheiro do óleo fica abalada, que lembra a noite que Laura foi morta.

Ma floresta, Windom e Annie conseguem passar pelas cortinas da sala de espera.

Durante a confusão no concurso, Nadine bate a cabeça e volta a se lembrar de tudo. Só não lembra o que aconteceu depois.

Dale encontra a caminhonete de Pete que foi com que Windom Earle fugiu com Annie, na floresta.
Ele encontra pegadaa na clareira onde está a passagem e uma Coruja. De quebra as cortinas aparecem pra não deixar dúvidas.

Harry vê Dale desaparecer por entre as Cortinas.

Andrew e Pete vão ao banco pois eles acharam uma chave de Thomas Eckhardt mas no cofre tinha uma bomba que explode quando eles abrem. Audrey estava perto no momento da explosão.

Dale encontra o anão, o garçon do Hotel e Laura Palmer que repete que "irá vê-lo novamente em 25 anos". O garçon se transforma no Gigante e desaparece junto com Laura.

Dale descobre que há duas salaa de espera. Na outra encontra o anão com medo e Maddy que diz "cuidado com o meu primo"

Dale do nada descobre que esta baleado na barriga. Em uma das salas encontra ele proprio deitado baleado ao lado do corpo de Carerine que de transforma em Annie.

Annie diz a Dale que viu o rosto do Homem que a matou e se transforma em Caroline, depois em Laura e por fim Windom Earle. Annie reaparece olhando para os dois e desaparece.

Windom diz a Dale que se lhe der sua alma ele deixa Annie viver. Ele concorda e Windom lhe dá uma facada.

O tempovolta segundos antes da facada e Bob aparece, segura Windom e diz que ele esta errado, que não pode pedir a alma de Dale e ficará com a Dale.

Dale sai da sala e no correfor wue separa as duas salas encontra Leland, que diz que não matou ninguém. 

Nesse momento aoarece 2 Dales em cena, um assustado e outro com cara de malévolo e ficam correndo por entre as salas da recepção branca e da negra.

Na floresta Harry encontra  desmaiada Annie ensanguentada que aparece do nada junto com o Dale.

Eles levam Annie para o Hospital e Dale para seu quarto. Quandi acorda Dale vai escovar os dentes e no banheiri joga a pasta na pua e bate a cabeça no espelho. Seu reflexo é o de Bob e Dale fica repetindo a frase "como está Annie ?"

Fim da série

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Banda Grou



Semana passada ao ler "Infinita Highway - Uma Carona com os Engenheiros do Hawaii" do jornalista Alexandre Lucchese, na parte que trata da saida de Marcelo Pitz do grupo, havia a informação de que o mesmo, juntará-se à Carlo Pianta (Graforréia Xilarmonica)  e Carlos Magno (Cóccix) na Banda Grou, que chegaram a gravar uma demo pela Vortex com 16 canções que existiam apenas na fita master conservada no acervo do musico e cineasta Carlos Gerbase, não existindo em versão digital.



Não me lembro exatamente como, a memória me diz que consegui diretamente com Carlo Pianta, mas o Alexandre me disse que o Pianta não tinha essa fita. De qualquer forma resolvi, a pedido do jornalista, upar essa fita com as 16 canções da banda, que nem sabia ser tão raro assim.

Mas é um trabalho mais para fãs da Graforréia do que dos Engenheiros.


Destaque para a canção Ou Não, onde Pitz declama trechos de "O Cavaleiro das Trevas" do Frank Miller, recem lançado à época.

Banda Grou - Demo Vortex 1987

01 Ou com
02 Murzim
03 Te Aboreço
04 Teu Olhar
05 Ela se Curva
06 O meu Nome
07 Ou com II
08 Jukalá
09 Perdido
10 Mal
11 Improvisos
12 Os meus sonhos saindo da cabeça
13 Papapara
14 Wanna Stop
15 What we all want
16 Papapara

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Guerra Nas Estrelas - O Despertar da Força (O Melhor Capitulo da Saga ?)

  CONTEXTO

 
  A estreia do novo capítulo da saga Guerra nas Estrelas nos cinemas reacendeu uma velha polarização entre o entusiasmo nostálgico dos fãs e a crítica quanto à repetição de fórmulas consagradas. Curiosamente, aquilo que o longa tem de mais eficiente — seu respeito à estrutura clássica e à mitologia original — também revela sua principal limitação: a ausência de ousadia criativa.

Desde que a Disney adquiriu a Lucasfilm em 2012, houve receios de que o estúdio imprimisse sua marca infantilizada à franquia, transformando-a em mais um produto plastificado de seu extenso catálogo. A crítica, embora previsível, não resiste a uma contradição: o próprio George Lucas já havia iniciado esse processo de diluição da essência da série ao revisar continuamente os filmes originais e lançar uma trilogia prelúdio repleta de efeitos digitais problemáticos e personagens caricatos.

Vale lembrar que a Disney, em suas outras aquisições, como a Pixar ou a Marvel Studios, costuma manter certa autonomia criativa para preservar a identidade das marcas. No caso da Pixar, inclusive, a qualidade narrativa frequentemente supera a das animações produzidas sob o selo Disney. Já a Marvel, mesmo com sinais de esgotamento narrativo nos últimos anos, consolidou um modelo comercial de sucesso indiscutível.

Se houver quem acuse o novo Guerra nas Estrelas de "excessivamente Disney", talvez esses espectadores tenham esquecido de como O Retorno de Jedi (1983) já flertava com soluções fáceis e personagens direcionados ao público infantil, algo intensificado em A Ameaça Fantasma (1999), onde a presença de Jar Jar Binks marcou um dos momentos mais controversos da saga. Assim, o argumento da “disneyficação” soa mais como um efeito psicológico da marca do que um traço real do novo filme.

As tentativas anteriores de George Lucas de revisitar sua obra-mestra na trilogia prelúdio foram notoriamente problemáticas. A estética plástica dos cenários digitais, os diálogos carregados de jargões pseudo-políticos e um elenco renomado mal conduzido — com atuações apagadas de Natalie Portman, Ewan McGregor e Liam Neeson — resultaram em filmes que, apesar do sucesso comercial, ficaram aquém das expectativas de um público que ansiava por profundidade e inovação.

Lucas, ao contrário de cineastas como Francis Ford Coppola, que segue experimentando em projetos autorais mesmo com resultados incertos, sempre alegou querer fazer "filmes pequenos", mas nunca o fez. Detentor de uma das maiores franquias da cultura pop, seguiu teimosamente no controle de sua criação, ignorando alertas de amigos e críticos. Sua insistência em manter Jar Jar Binks, mesmo após a rejeição quase unânime, é exemplo da sua relutância em admitir erros.

Com a aquisição da franquia, a Disney escolheu para a direção J.J. Abrams, cineasta que já havia demonstrado sua reverência ao cinema dos anos 1980 em Super 8, uma homenagem clara aos filmes de Steven Spielberg. Abrams também havia revitalizado Jornada nas Estrelas — uma franquia tradicionalmente mais cerebral e menos aventureira — aplicando uma dinâmica mais próxima de Guerra nas Estrelas, o que tornou sua escolha como diretor algo quase inevitável.

O novo Guerra nas Estrelas, portanto, carrega o peso da responsabilidade histórica: agradar a legiões de fãs, retomar a identidade perdida na trilogia prelúdio e ao mesmo tempo atrair uma nova geração de espectadores. O resultado? Um filme tecnicamente impecável, reverente ao cânone, emocionalmente eficiente — mas que, justamente por ser tão respeitoso, evita correr riscos reais. E talvez esse seja seu único e maior pecado.


O DESPERTAR DA FORÇA

Com o anúncio oficial do novo Guerra nas Estrelas, coube a J.J. Abrams — conhecido tanto por ressuscitar franquias quanto por ser um entusiasta declarado dos anos 80 — a missão de pilotar a espaçonave mais icônica do entretenimento contemporâneo. Para isso, ele não poupou esforços em acenar tanto aos veteranos quanto aos novos recrutas da saga.

Abrams convocou os pesos-pesados da trilogia original: Harrison Ford, Mark Hamill e Carrie Fisher, além dos eternos coadjuvantes Anthony Daniels (C-3PO) e Peter Mayhew (Chewbacca), compondo uma estratégia que misturava fan service com continuidade narrativa. Ao mesmo tempo, garantiu que usaria uma abordagem híbrida nos efeitos visuais — combinando cenários práticos e maquetes com CGI — em uma tentativa deliberada de resgatar a textura visual clássica dos primeiros filmes, enquanto ainda entregava um espetáculo tecnicamente compatível com as exigências do século XXI.

A narrativa se situa cerca de três décadas após os eventos de O Retorno de Jedi, o que justifica, sem maquiagem digital embaraçosa, o envelhecimento natural dos personagens originais. Luke Skywalker, agora uma lenda ausente, teria tentado reconstruir a Ordem Jedi treinando novos aprendizes, até ser traído por um deles — uma alusão deliberada e algo enigmática a uma queda para o Lado Sombrio. Dominado pela culpa, Skywalker desaparece, optando pelo autoexílio. Esse desaparecimento passa a ser o eixo da trama: tanto a Primeira Ordem — sucessora ideológica e bélica do antigo Império — quanto a Resistência (remodelação da Aliança Rebelde) buscam por ele com finalidades opostas.

Nesse universo onde a política galáctica parece repetir padrões conhecidos, a mensagem é sutil, mas presente: mudar nomes não transforma estruturas. O Império é agora Primeira Ordem, mas suas práticas continuam sombrias. Talvez soe familiar para certos setores que acreditam que, derrubando um líder político, o país florescerá como Naboo em dias de paz — quando, na verdade, a sombra do Império insiste em pairar sobre qualquer república, ficcional ou não.

O filme inicia com Poe Dameron, piloto da Resistência interpretado com carisma por Oscar Isaac, recebendo fragmentos de um mapa que indicaria o paradeiro de Luke Skywalker. A ação se passa em Jakku, planeta árido e arenoso que remete inevitavelmente a Tatooine, como uma espécie de reedição segura do ponto de partida mítico da saga. A nostalgia é calculada. A presença breve de Max von Sydow, mesmo em um papel pequeno, fornece à abertura uma aura de gravidade semelhante à que Alec Guinness trouxe à trilogia original.

Antes mesmo da entrada em cena de Han Solo e Chewbacca, já está claro que o filme sabe o território que pisa. Não se trata apenas de uma continuação, mas de uma retomada simbólica da mitologia espacial criada por George Lucas. E se a promessa era devolver a saga ao seu espírito original, Abrams consegue, ao menos neste primeiro momento, nos fazer sentir que — gostemos ou não dos rumos — estamos de volta para casa.



Se George Lucas parecia ter dificuldades em extrair grandes performances até mesmo de atores consagrados — basta lembrar do tom robótico de Natalie Portman ou da expressão estoica de Liam Neeson — J.J. Abrams mostra logo de início que sabe como conduzir emoções, mesmo quando seu ator principal está coberto da cabeça aos pés.

Na abertura do filme, um stormtrooper, ainda sem identidade revelada, é mergulhado no horror de um massacre. Não há diálogos profundos, apenas planos fechados e linguagem corporal precisa que transmitem um desconforto crescente. Em meio a uniformes padronizados e capacetes que escondem expressões, Abrams já apresenta o que Lucas nunca conseguiu fazer em três episódios da trilogia prelúdio: um stormtrooper com empatia. É nesse momento também que o novo vilão, Kylo Ren, surge em cena com autoridade e imponência — assim como Darth Vader fazia em Uma Nova Esperança, sem rodeios ou construção gradual. A ameaça está ali desde o primeiro frame.

O roteiro introduz, de forma quase discreta, elementos que contradizem suposições populares formadas ao longo dos anos. Um exemplo é a ideia de que todos os stormtroopers são clones, herança das Guerras Clônicas. Um diálogo breve trata da possibilidade de retomar o uso de clones, indicando que os soldados atuais são, sim, humanos recrutados e condicionados. O detalhe é pequeno, mas significativo para os fãs atentos ao cânone expandido.

Em seguida, conhecemos a nova protagonista da franquia: Rey, introduzida de forma espelhada ao stormtrooper desertor, também sob uma máscara. O símbolo é forte. Mas, diferentemente de tantas personagens femininas anteriores, Rey logo descarta o acessório — e o papel passivo de "princesa em perigo" com ele. A heroína assume protagonismo sem precisar ser apresentada como tal em letras garrafais. O filme não é panfletário, mas entende os tempos em que vive: há espaço para uma mulher forte que não precisa ser salva, e que contesta, inclusive, esse impulso — como na cena em que é puxada pela mão por Finn e imediatamente o corrige. Um toque sutil, mas eficaz.

Ainda assim, essa nova centralidade pode causar desconforto a alguns espectadores menos afeitos à ideia de que personagens femininas também podem ser complexas e poderosas. Na luta final com Kylo Ren, Rey o enfrenta de igual para igual, o que para alguns poderá parecer inverossímil. Mas Abrams planta as pistas com cuidado: Kylo, embora poderoso, é desequilibrado e vulnerável, enquanto Rey, instintiva e centrada, mostra-se conectada à Força de maneira inesperada.

O antagonista, interpretado por Adam Driver, é um dos pontos altos do filme. Kylo Ren carrega em si um paradoxo: é ao mesmo tempo ameaçador e imaturo. Seu uso da máscara é revelador — não apenas como um item funcional, mas como símbolo de insegurança, quase um cosplay sombrio de seu ídolo Darth Vader. Abrams explora esse aspecto psicológico com inteligência. Em dois momentos cruciais — o confronto com Han Solo e o embate final com Rey — Kylo é despido de seu disfarce, literal e emocionalmente. Quando seu pai o confronta, dizendo “tire essa máscara, você não precisa disso”, há mais do que um apelo paternal: há o desmonte simbólico de sua persona artificial. E, sem a máscara, Ren jamais parece tão vulnerável.

Na batalha final, essa dualidade se intensifica. Ao ser desafiado por Rey, ele deixa de ser o vilão imponente para se tornar o jovem confuso que se esconde atrás de um capacete e uma linhagem. A cena — uma das mais bem coreografadas da franquia recente — tem peso dramático e visual, amparada por uma trilha sonora eficaz e montagem precisa. E se Rey for, como especula-se, parte da linhagem Skywalker, então temos aqui não apenas uma heroína à altura, mas possivelmente a mais poderosa da saga. Um detalhe que certamente fará muito fã conservador espumar nas redes sociais.

Em resumo, J.J. Abrams entrega um primeiro ato que compreende o universo em que está inserido, respeita seus símbolos, renova arquétipos e atualiza a narrativa sem desconstruí-la gratuitamente. E se alguns fãs mais resistentes sentirem urticária com as novas direções, talvez seja hora de lembrar que Guerra nas Estrelas sempre foi, acima de tudo, uma história de transformação — pessoal, política e mítica.



Ao optar por retornar às origens com maquetes, cenários físicos e efeitos visuais práticos, J.J. Abrams deixou claro que seu objetivo era resgatar o espírito da trilogia clássica de Guerra nas Estrelas. No entanto, é irônico que justamente o elemento mais artificial do novo episódio seja também o mais frágil visualmente: o Líder Supremo Snoke, personagem 100% digital e sem textura convincente. Interpretado por Andy Serkis — cada vez mais consolidado como uma espécie de "Johnny Depp da captura de movimento" — Snoke carece de peso dramático e presença estética. Sua aparência digitalizada remete mais a um vilão genérico de videogame do que ao comandante sombrio que deveria simbolizar a ameaça definitiva da Primeira Ordem.

Essa fragilidade é agravada por uma das sequências mais constrangedoras do filme: o discurso inflamado da Primeira Ordem, encenado com gestos coreografados e uma direção de arte que remete explicitamente à estética nazista. A tentativa de criar um paralelo visual com os regimes totalitários do século XX é compreensível, mas a execução escorrega no exagero. Domhnall Gleeson, como o General Hux, entrega uma performance histriônica que parece parodiar o estilo de Christoph Waltz — porém sem o refinamento cínico que fez do ator austríaco um mestre das palavras afiadas. O resultado soa teatral demais até mesmo para o universo hiperbólico de Guerra nas Estrelas.

Abrams entende o peso simbólico dos personagens clássicos e, ciente da expectativa do público, opta por reapresentá-los com parcimônia. O retorno de Han Solo, Chewbacca e da lendária Millennium Falcon é entregue em doses homeopáticas, cuidadosamente inseridas ao longo do segundo ato. Ainda que Harrison Ford e Carrie Fisher revelem certa canastrice — compreensível após décadas distantes desses personagens —, a presença deles carrega uma carga emocional legítima. O simples reencontro dos rostos familiares com os cenários icônicos já é o suficiente para arrancar um sorriso do público.

Contudo, a forma como a Millennium Falcon é reencontrada pelo novo trio protagonista e imediatamente retomada por Han e Chewie revela um roteiro pouco inspirado. A coincidência é forçada e o timing, artificial. Abrams tenta compensar com diálogos ágeis e piadas bem colocadas, e em parte consegue. A explicação posterior — quando Han comenta que, se eles acharam a nave tão rapidamente, a Primeira Ordem também poderia — é uma tentativa de justificar a coincidência dentro da lógica narrativa. Não convence plenamente, mas pelo menos tenta.

Há, no entanto, uma escolha acertada na construção dos personagens: trazer Han Solo e Chewbacca de volta às suas raízes como contrabandistas. É coerente com a trajetória do personagem e com a sua natureza escorregadia. Como diz o ditado, pau que nasce torto... E Solo, ao que tudo indica, manteve-se fiel a sua reputação de trambiqueiro com um coração imprevisível. Entre as entrelinhas do roteiro, é possível deduzir que sua relação familiar nos últimos 30 anos não foi exatamente exemplar — o que apenas reforça seu perfil tragicômico.

Outro acerto está na trilha de John Williams, utilizada de forma sutil e eficaz. Um exemplo notável é a cena do capacete derretido de Darth Vader: a música entra não para reforçar a ação, mas para ampliá-la emocionalmente. É um momento de reverência que estabelece o peso simbólico daquele objeto — e do legado que carrega.

O sabre de luz, que pertenceu a Luke e antes a Anakin, surge misteriosamente em um porão, remetendo diretamente à cena onírica de O Império Contra-Ataca, quando Luke enfrenta sua própria imagem sob a máscara de Vader. Aqui, o roteiro propõe uma rima temática clara, mas evita explicações fáceis. Quem guardou o sabre? Por que ele está ali? E, principalmente, quem é Maz Kanata — a personagem digital interpretada por Lupita Nyong’o — que faz as vezes de guia espiritual, quase como uma nova versão de Yoda? São perguntas que ficam em aberto, provavelmente a serem desenvolvidas nas continuações, ou, como é praxe na atual lógica transmídia de Hollywood, em romances e HQs canônicas.

Com O Despertar da Força, J.J. Abrams cria uma ponte entre a nostalgia da trilogia original e a necessidade de renovação. Os tropeços existem — alguns digitais, outros narrativos — mas o saldo geral é de um capítulo digno, que compreende a mitologia que carrega e se compromete a honrá-la com seriedade, mesmo que de vez em quando escorregue na reverência excessiva.



  A conexão entre Rey e Luke Skywalker — ainda envolta em mistério no desfecho de O Despertar da Força — soa, à primeira vista, como uma saída narrativa confortável demais. A ideia de que ela possa ser filha (ou até sobrinha) do último Jedi remanescente insere o filme em um território já conhecido e, por isso mesmo, previsível. O incômodo não está apenas na repetição de um elo genealógico, mas na redução de uma galáxia inteira a um punhado de personagens interligados — um problema que lembra o roteiro de O Espetacular Homem-Aranha, onde todos os envolvidos na trama parecem parte de uma mesma árvore genealógica mal disfarçada. Se essa coincidência já soa preguiçosa no contexto de Manhattan, imagine então em uma galáxia “muito, muito distante”.

Ainda assim, é importante lembrar: Guerra nas Estrelas sempre foi, fundamentalmente, a saga da família Skywalker. A história pessoal se confunde com a política galáctica, e os dilemas familiares atravessam os séculos e impérios. Se Rey realmente fizer parte dessa linhagem, isso pode fazer sentido dentro do arco macro da narrativa — ainda que a execução desse vínculo mereça mais sutileza nos capítulos seguintes.

O roteiro deixa muitas perguntas em aberto — e isso não é necessariamente um defeito. Existe uma tendência comum entre espectadores de confundir complexidade com falha narrativa. Só porque uma obra não explica tudo de imediato não significa que ela é mal escrita. A expectativa de respostas imediatas, potencializada pela lógica dos blockbusters modernos, pode atrapalhar a apreciação de uma obra pensada como o primeiro ato de uma nova trilogia.

De fato, o roteiro de O Despertar da Força pode, em uma leitura superficial, parecer derivativo. Há paralelos evidentes com os episódios IV (Uma Nova Esperança) e V (O Império Contra-Ataca): planeta desértico, herói órfão, robô com informação vital, mentor misterioso, nova Estrela da Morte, etc. Porém, J.J. Abrams é hábil o suficiente para transformar essas rimas visuais e narrativas em uma homenagem respeitosa ao legado da série. E, consciente da responsabilidade, convidou ninguém menos que Lawrence Kasdan — coautor de O Império Contra-Ataca e Os Caçadores da Arca Perdida— para colaborar na estrutura dramática. O resultado é um roteiro que equilibra reverência e reinvenção, com diálogos ágeis, humor bem distribuído entre os personagens e uma dinâmica que mantém o ritmo sem atropelar as emoções.

O aspecto técnico reforça essa construção cuidadosa. Os efeitos visuais são bem dosados, sem o excesso digital que prejudicou a trilogia anterior. A direção de arte respeita o legado estético da série e a fotografia encontra equilíbrio entre a novidade e o tradicional. Há espaço para a emoção, para o senso de aventura e, sobretudo, para o encantamento que a série sempre soube despertar.

Ainda assim, é impossível ignorar o maior elefante no set: uma nova Estrela da Morte. A arma planetária da Primeira Ordem — agora com outro nome, mas a mesma função narrativa — surge como um recurso reciclado, sem a mesma tensão que acompanhou as duas versões anteriores. A destruição de mundos já não causa o impacto emocional esperado, e a ausência de desenvolvimento dramático desses alvos transforma o clímax em um espetáculo vazio. É um gesto que parece mais voltado ao “fan service” do que à evolução do universo narrativo.

Apesar disso, o saldo final é positivo. O filme funciona tanto para os fãs veteranos quanto para novos espectadores. Para aqueles que conhecem apenas os filmes e não mergulharam no extenso Universo Expandido, algumas lacunas podem parecer desconcertantes, mas não comprometem a experiência. Já para quem nunca viu um capítulo da saga, O Despertar da Força oferece uma porta de entrada eficiente, clara e envolvente.

Abrams entrega, enfim, um episódio consistente, que respeita o passado sem ignorar as demandas do presente. Pode não ser revolucionário como O Império Contra-Ataca, mas talvez seja o mais equilibrado desde então. Se os novos fãs têm sorte, é porque agora têm um ponto de partida digno — e, com sorte, a saga poderá continuar crescendo com eles.


 NOTA 8

O QUE ESPERAR

Uma das vantagens narrativas da nova trilogia de Guerra nas Estrelas é, ironicamente, a liberdade. Ao contrário da trilogia-prelúdio (episódios I a III), marcada por uma rigidez estrutural previsível — todos já sabiam que Anakin Skywalker acabaria se tornando Darth Vader, que Padmé precisaria morrer, que os gêmeos seriam separados, e que Obi-Wan e Yoda terminariam exilados — a nova fase da saga oferece possibilidades mais abertas e imprevisíveis. Em tese, tudo pode acontecer.

No entanto, O Despertar da Força, ao invés de abraçar essa liberdade criativa, optou por andar de mãos dadas com a trilogia clássica, reverberando cenas, estruturas e até conflitos quase como uma simulação reverente. A decisão, embora compreensível do ponto de vista mercadológico — reconquistar o público nostálgico, acalmar os críticos das prequels e reacender a chama da Força nos fãs —, acaba por limitar o frescor que a nova história poderia oferecer.

Se por um lado o filme acerta ao apresentar novos protagonistas carismáticos e delinear um vilão com camadas psicológicas interessantes, por outro, falha em ousar na trama. O excesso de paralelismos com o episódio IV enfraquece a originalidade e deixa a impressão de que o roteiro, embora sólido, ainda estava preso a uma espécie de "muleta emocional" dos filmes anteriores.

Mas nem tudo está perdido — pelo contrário. O segundo capítulo dessa nova trilogia tem, em suas mãos, a missão (e a oportunidade) de expandir de fato esse universo, de aprofundar as motivações dos personagens e de levar a saga para territórios inesperados. Se O Despertar da Força foi a introdução nostálgica, a sequência pode (e deve) ser o ponto de ruptura. O episódio VIII, à época ainda sem título, carrega consigo a responsabilidade de provar que a Disney não está apenas reciclando o passado, mas investindo na renovação real da franquia.

Claro, há o risco — sempre presente — de que o roteiro escorregue novamente em reverências desnecessárias. E convenhamos, ninguém quer ouvir Kylo Ren dizendo, entre suspiros sombrios, “Luke, eu sou o seu filho”.

Que a Força os mantenha criativos.